=)

Sonhos, pensamentos, textos perdidos. Tudo isso, na minha concepção, faz muito mais sentido se for compartilhado. Seja bem-vindo! =)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Saber...

Não preciso saber o modelo do seu carro nem se ele tem travas elétricas;
Não preciso saber que a última camisa que você comprou era de marca;
Não preciso saber com quantas mulheres você transou e nem as loucuras que você fez pelas que amou;
Não preciso saber que você tem receios de se entregar novamente;
Não preciso saber que você tem medo de agulha;
Não preciso saber que você acha sexo a hora que quiser e com quem quiser;
Não preciso saber que você já desconfiou do que eu disse.

Eu preciso saber que você vai me pegar até no fim do mundo para eu estar com você;
Eu preciso saber o tamanho de camisa que você usa;
Eu preciso saber qual a sensação que EU provoco em seu corpo;
Eu preciso saber que você está se entregando a mim;
Eu preciso saber que você tem medos, a maioria abstratos;
Eu preciso saber que mesmo conquistando quem você quiser você quer conquistar a mim e fazer amor comigo várias vezes por dia;
Eu preciso saber que você quer confiar em mim.

O que você quer dele...

Homens: Afinal, o que vocês querem?
Mulheres: Ah, um monte de coisas tão óbvias!

Nós, mulheres, somos seres complicados. Sim, somos. Tenho plena consciência disso, confesso. Se eu fosse lésbica estaria perdida! Não iria aturar conviver com outro ser igual a mim (TPM, chatices, complicações). Mas, afinal, o que esperamos dos homens?

A gente quer coisas pequenas. Coisas medidas, delicadas. A gente quer ser cuidada.

Eu já levei tanta porrada da vida (teve momentos em que me perguntei qual seria a próxima) que me acostumei a ser forte, decidida, o que vier eu resolvo (e resolvo mesmo). Mas tem hora que a gente cansa. Por isso, homens, permitam que suas mulheres decidam as coisas, resolvam, mostrem que são melhores e superiores (sim, nós somos). Mas também as pegue no colo de vez em quando...

A gente quer palavras doces e atitudes coerentes. Coerência. Item que poucos têm. A gente não quer fogo de palha. Esse logo se apaga. A gente quer fogo controlado, moderado, equilibrado e duradouro. Não queremos ter medo, um pouco de receio, talvez. Mas tudo na medida certa. Queremos coração acelerado, frio na barriga (ah, borboletas no estômago).

Não queremos alguém que aponte nossos defeitos (nós sabemos de cada um deles, acredite). Queremos cheiros, sabores. Coisas novas e você ao lado. Queremos palavras, mas muito mais que isso: queremos atitudes. Não queremos ser podadas. Homens selvagens para mulheres selvagens. Mas que não nos dome, apenas tente ser aceito em meio a nossa selvageria. Devagar e sempre. Sim, o cara certo é inserido aos poucos em nossa vida. E ele sabe esperar.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E agora?

O que fazer quando nos apaixonamos e resolvemos complicar as coisas? Me lembrei de uma cena de um dos meus filmes favoritos: "Pecado Original". O personagem de Banderas (ai ai ui ui), recém-casado, conversa com um amigo sobre sua relação. O amigo pergunta: "Você a ama ou está apaixonado?". Ele diz não saber a diferença. O amigo explica: "amar é querer sempre dar e dar cada vez mais. Paixão é querer sugar. E sugar cada vez mais". O outro responde: "Estou perdido. Quero dar tudo e sugar tudo". Pronto! Está armada a confusão!

O fato é que todos nós sabemos que a paixão é algo químico. São vários hormônios, substâncias e tralhas que rolam em seu sangue e você fica viciado. Tiro de misericórdia? Você começa a babar por qualquer musiquinha que tenha 'amor', 'paixão', 'beijo' na letra. E você, que odiava o Luan Santana, se vê cantarolando frases do tipo 'estou apaixonado, amar não é pecado' e por aí vai... E agora, José? Falar ou não falar? Se declarar? Rasgar tudo? Falar por códigos? Indiretas? Complicou... e se o moço não diz nada? E se ele foge, pega o busão, a bike, o alternativo, o carro mais próximo? #MEDO

Por muito tempo fiz parte do grupinho que se cala. Que sempre espera pelo outro. Hoje em dia, virei a casaca. Eu falo. Tenho medo? Tenho. Me sinto vulnerável? Sim. Mas e aí? Coragem ficou pra poucos... É claro que falar que gosta, que quer, que deseja requer tempo e cuidado. Tempo de casa e cuidado com as palavras. Mas se você está na dúvida, não ultrapsse. Sinta o outro. Ele, com certeza, vai te dar um sinal.

domingo, 12 de junho de 2011

Enquanto há vida...

Uma amiga minha vivia me repetindo a seguinte frase: "Paulinha, enquanto há vida, há esperança". Confesso agora, amiga: ouvia e nem dava bola - é um mal dos que estão na fossa extrema: nada nos faz bem, nada nos anima.

Eis que hoje repito as mesmas palavras dela. Sabe porquê? Porque a vida é cheia de surpresas... sejam elas boas ou ruins (eu prefiro acreditar nas boas). Pode parecer um baita clichê, mas é preciso acreditar nas coisas boas, sempre. Enfim... mas onde quero chegar com isso?

Quero dizer com tudo isso que a vida, o Universo, Deus (seja lá qual for a força superior em que você acredite), sempre terá uma coisa boa pra você. Acredite! Palavra de quem já foi lá no fundo do poço e voltou...


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Com vocês... o pé na bunda!

Uma das coisas mais complicadas que existe no mundo dos relacionamentos é o tal do "dar o fora". Também conhecido como "pé na bunda", dispensa, "dar o passa fora" e por aí vai.

Bem, dispensar alguém é sempre complicado... em algumas situações é tão difícil quanto levar. O negócio é tão complicado que você pensa antes (aquela parte do ensaio na frente do espelho, lembra?), durante (é melhor dizer que não posso ser infiel aos meus princípios ou aos dele?) e depois (será que ele está enchendo a cara agora, ouvindo "Você vai ver" de Zezé di Camargo e Luciano, ou ensaiando um salto triplo no asfalto?).

Você resolveu que não quer mais... não rola, não dá! O beijo é ruim, a pegada é ruim, o cara é péssimo... Por isso que sou fã do msn (é mais fácil a gente terminar pelo msn e depois bloquear o cara que falar tudo pessoalmente), mas venhamos e convenhamos que é covarde, sacana e sem coração fazer uma coisa dessas...

E agora? Dia desses, conversei com minha melhor amiga sobre o assunto, falando sobre foras passados (lógico, rsrs...) e ela me deu uma verdadeira aula de como dar um fora em.... 20 lições! Gente, dava um livro, juro... ia vender como água no Saara se fosse lançado! Enfim, não vou discorrer as 20 lições de minha amiga, mas pincei as principais...

1) O problema é comigo!
Ahh... essa é famosa né? Mas o legal dessa tática é você brincar com a ideia já manjada. Exemplo? "Sei que parece ser uma frase já pré-concebida, mas estou passando por dificuldades emocionais. O problema jamais será você. Infelizmente, o problema é comigo.

2) Você se perdeu
Não entendeu? Menina, você precisa se encontrar... sim, você está perdida, já não sabe mais quem é, quem é o seu verdadeiro eu... ah, as dificuldades da vida... o que fazem com a gente, ora pois! A parte mais bonita: Você tem arestas a serem aparadas consigo mesma... uau!

3) Cuidado, frágil
Ah, a fragilidade emocional! Essa cai muito bem!

4) Amigos para sempre!
A chave de ouro, o tiro de misericórdia! E deixe bem claro: "Eu prefiro, se você quiser, que sejamos amigos. Se tiver que rolar algo futuramente, vamos deixar a cargo do destino!". Só use essa segunda parte se você for daquele tipo indecisa, que o tempo todo volta atrás nas decisões... nunca se sabe!

De resto, é encher de elogios... Lição do dia: homens são criaturas de ego frágil. Ou seja, precisa ser massageado constantemente...

sábado, 21 de maio de 2011

Como sabemos que nos apaixonamos?

De repente essa pergunta começou a rondar meus pensamentos. Como sabemos que o outro tomou conta de nosso coração? De repente, nós, que não queríamos entregar nosso coração, nos vemos em uma sinuca de bico. Mas quais são os sintomas desse sentimento que nos tira de tempo?

Costumo achar que se não gostamos do outro de primeira é difícil gostarmos depois. Nunca me imaginei em um casamento arranjado, por exemplo. Está bem que pouco pensam nisso (risos), mas nunca me vi sendo capaz de gostar de outro com o tempo. Ou acontece na hora ou não é amor.

Mas a gente amadurece e vai mudando as nossas concepções. Até que aquele sorriso, um olhar diferente, um toque muda essa concepção. E a gente (que até então estávamos seguros de nossa ideia) nos flagramos ouvindo uma música e se lembrando do outro - independente de estarmos em uma época musical de nossas vidas - ou até nos lembramos do outro nos mínimos detalhes, copiando as piadas, o jeito de sorrir, de olhar...

E aí vem o ultimato: o ciúme. Aliás, ciúme não, demarcação de território! Ele que nos avisa, com seu calor na nuca (o meu ciúme se caracteriza por um calor repentino na nuca que vai descendo pela coluna, super louco!): "Lascou, já era". E sim, a paixão aconteceu. E agora?

domingo, 1 de maio de 2011

As cores da saudade


Hoje faz uma semana que vi meu avô pela última vez. Ele já não respirava, não falava. Nem muito menos abriu os braços para me abraçar estando com os olhos cheios d'água quando disse "Como você cresceu".

Meu avô não era apenas a pessoa mais importante do mundo pra mim. Ele era meu equilíbrio, minha força, mais do que meu pai. Quando recebi a notícia de que ele já não raciocinava e que o câncer (maldita doença) havia percorrido todo o seu frágil corpo fazendo ele esquecer dos nomes de amigos, filhas e ver coisas que não estavam lá, vi que o dia que mais temia estava chegando.

Meu avô batalhou sempre pra ser uma pessoa melhor. Foi um dos primeiros candangos. Chegou em BSB sem um tostão no bolso, tinha apenas a passagem de ida para aquela terra de poeira vermelha. Brasília nascia. E nascia meu avô também. Com apenas 22 anos, ele fez sua história lá. Fez supletivo, passou pra Economia na UnB, chegando a subsecretário de Educação. Batalhou, suou, sofreu, amou. Errou, mas acertou muito mais.

Reza a lenda que (reconhecendo aquela voz que falava comigo ainda quando estava na barriga de minha mãe) quando cheguei da maternidade e ele gritou meu apelido (Popó), eu virei minha cabecinha na direção de sua voz. Ele chorou de quase não conseguir me segurar.

Meu coração agora carrega um buraco. Não sei qual o tamanho dele, mas é o suficiente para saber que já não estou mais completa. Já tive vitórias depois que ele se foi. Mas sempre seguidas de lágrimas quando lembro que já não posso mais ligar pra ele e contar. Domingos vazios esses que o telefone não toca.

Ele faleceu sem dores. Notei que minha maior dor era vê-lo se queixando de dores horríveis e saber que ele já não raciocinava direito. Tratei de guardar na memória a imagem dele sorrindo, brincando... Meu avô nunca guardou a tristeza dentro dele, nem em seus últimos dias. Sempre tinha uma piada, uma brincadeira. Meus ouvidos guardaram a gargalhada dele ao contar um novo 'causo'.

Tratei também de guardar na memória suas últimas palavras... os últimos sorrisos, os últimos olhares. Os últimos conselhos.

Vô, sei que o senhor está bem. Não tememos, nosso amor é eterno. Até breve!